quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Não tentem a sorte


Não se ponham com muitas coisas, nas redes sociais, acerca do aparecimento do material roubado de Tancos, que se arriscam a que apareça a Meddie Maccan só para vos fazer mudar de assunto. Dela, passam para o D Sebastião e com um bocadinho de sorte até a Nossa Senhora de Fátima cá vem fazer uma perninha.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

E eis se não quando


Com o timing perfeito para evitar a queda de outro ministro, quiçá do governo, o material roubado de Tancos aparece na Chamusca. 
Sim! Na Chamusca. Ele há coincidências... Hum...

Justiça seja feita

O homem dá tudo pelas suas ministras.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Voluntários

Há dias, estava em casa da minha mãe, no norte, quando a sirene dos bombeiros locais se fez ouvir. A minha mãe olhou para a porta do quarto do meu irmão mais novo, que descansava depois de ter trabalhado toda a noite no seu emprego e desabafou:
-Deus queira que ele não ouça. - depois ergueu a cabeça, apontando com o queixo na direcção da morada do meu irmão mais velho e concluiu:
- E que o outro também não ouça.
Nem eu nem ela os chamamos. 

São muito tocantes as imagens de pessoas preocupadas com familiares incontactáveis que correm perigo porque foram surpreendidos por uma qualquer tragédia. Não são situações de todo desconhecidas dos familiares dos voluntários que não sendo surpreendidos por tragédias saem de casa a correr na sua direcção a qualquer hora, e usam as férias e as folgas para servir as corporações, colocando-se em risco, ficando à mercê das ordens e disposições de organizações e políticos cuja incompetência já está devidamente relatada mas que apesar de incompetents são profissionais (com remuneração, direitos, protecção social adequada, roupinha e botas novas para aparecer na TV ...).
Admiro todo o tipo de voluntáriado, principalmente o dos que se arriscam em prol dos outros mas compreendo o voluntariado como complemento. No domingo passado, tido como um dia negro da nossa história, estavam cerca de 6000 mil operacionais no terreno, alguém parou para se perguntar quantos deles eram voluntários? Qual é a percentagem de voluntários no combate aos fogos?
Não coloco em causa o trabalho dos bombeiros voluntários que conheço, agradeço e admiro mas acho que há homens dedicados que já têm alguma formação que vão adquirindo nos seus tempos livres para aplicar também nos tempos livres ( ou deixando para trás as suas obrigações) a quem devia ser dada a oportunidade de fazer o trabalho que gostam e para o qual estão vocacionados de forma profissional. Nós precisamos deles enquanto profissionais.

Nestes momentos surgem sempre relatos injustos dos que dizem da boca para fora 'e nem um bombeiro passou aqui' ou 'e os bombeiros andaram ali e não quiseram vir aqui'. Eu menosprezo porque não podem ser reflectidos e estão incorrectamente direccionados, deviam ser dirigidos a quem coordena.
Em Portugal o socorro faz-se maioritariamente por voluntários pelo que quem não se inscreve como tal ou não exige dos responsáveis políticos que alterem essa situação, se acha que os bombeiros são poucos, a única coisa que pode fazer é ficar calado. 

Estes também são tempos de mobilização via redes sociais e corre por aí uma 'convocatória' para uma marcha silenciosa contra os incêndios. Confesso que não percebo muito bem o sentido disso. Eu contra os incêndios sempre fui e sou-o por princípio, acho que tirando as quatro ou cinco dezenas de criminosos maioritariamente em prisão preventiva que praticam o acto incendiário todos somos contra. Para mim faria mais sentido uma reflexão concreta acerca do combate e prevenção dos incêndios não só acerca do voluntariado que motivou este post mas também.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

É fascinação, amor


Fascina-me o lusco-fusco.
Podem achá-lo corriqueiro por ser de frequência diária. Ou aborrecido depois de conhecerem a explicação científica daquele momento, breve, em que  dia e noite se cruzam, se envolvem e trocam de lugar.
Fascina-me. Se tivesse como vê-lo todos os dias, todos os dias, me fascinaria. 
A minha vida seria em loop, de fascinação em fascinação.
Porquê?
Não sei o fascínio não se explica, acontece.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Sal não adoça café


"Não tenham medo do ruído das balas. O ruido não mata. O medo sim"

in "O Comboio de Sal e Açúcar" by Licínio Azevedo.


ps Se fosse um daqueles senhores cujo trabalho é atribuir estrelinhas a filmes sentir-me-ia frustrada com a pequenez do firmamento ao classificar este filme.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Impressionante

Há pessoas que se metem em cada 31...

A justiça portuguesa permanece uma enorme piada, seca

segunda-feira, 9 de outubro de 2017


Há uns dias, junto ao rio estava uma velha, daquelas bonitas e encarquilhadinhas. Trazia com ela um enorme saco de papel com uma impressão da Mulher Maravilha. Pareceu-me uma imagem muito desproporcional.
Trabalhasse eu numa agencia de publicidade e todas as Mulher Maravilha,desta vida, haviam de carregar sacos com velhas encarquilhadinhas. 


Eu sei que tenho que esperar e espero, mas não gosto


Disse-me a senhora que se sentava ao meu lado, na paragem de autocarro, admirando-me a paciência.
Encolhi os ombros e sorri.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Procura-se

Procura-se o Outono.

Sabe-se que deixou a sua casa, cansado e velho, numa noite de Inverno.
Veste amarelo, vermelho e vários tons de castanho.
Cheira a geleia e carrega a chuva nos olhos.

Pede-se a quem o encontre que o encaminhe para cá. Sinto a sua falta.