segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Não que vos deva explicações

Não que vos deva explicações mas, já que quereis saber sem perguntar...

Sim, é verdade. Tenho dinheiro reservado para poder recorrer a uma procriação medicamente assistida.
Não, não tem a ver com a minha 'opção' ou natureza sexual. Sou heterossexual mas se não fosse valia o mesmo, certo?
Tenho dinheiro reservado porque tenho poucas certezas na vida mas, uma delas é que serei mãe. Tenho 33 anos e sou só. Sou solteira e não vou deixar que o meu desejo dependa de ter ou não um pai para o rebento. Se daqui a três, quatro anos continuar sozinha começo a tratar de colocar o plano em prática.
Até há pouco tempo a lei era discriminatória para com as mulheres solteiras pelo que todo o processo era tratado em clínicas portuguesas mas, a mulher tinha que ir a Espanha concretizar o que por lei só lhe estava disponível além fronteiras. Felizmente, isso mudou e já não terei que ir a Espanha (assim espero!).
Não estou só por opção, acredito mesmo que ninguém prefere estar só por muito que publicite a sua independência egocêntrica mas, não será por querer ser mãe que me vou lançar numa caça furtiva de homens, até porque não tenho feitio ou jeitinho para isso.
Não calhou! Se calhar óptimo aplico o dinheiro no enxoval da criança, do meu filho. Se não calhar, não deixarei que a minha decisão se anule na falta de um homem.
Acho isto bastante simples, não compreendo a curiosidade e não estou disponível para aceitar qualquer julgamento moral ou social acerca desta decisão.

Tenho dito!


10 comentários:

  1. Quando menos esperar aparece-lhe o companheiro, o amor da sua vida.
    Vim encontrar esse amor em Macau, às portas da China, a milhares de quilómetros do berço.
    E quando parecia que o coração e avida não tinham espaço para mais ninguém.
    Se não acontecer, concretize o seu desejo.
    Não há nada bonito que ser pai/mãe.

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  2. ainda tinha esperanças...
    (sim, consigo ser sério, às vezes, tenho dias... poucos... mas compreendo... por isso mesmo...)

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    1. Esperança de quê? Estavas à espera que te adoptasse?

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    2. já entendi que nã gostas de polvos... mas eu conseguia viver num pequeno aquário...

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    3. Tinha que te pescar antes e eu não tenho jeito para pescar ou caçar. Tinhas que me vir parar à rede de forma voluntária. Não me pareces muito disposto a largar a tua enorme zona de conforto, o mar. Mas, posso tratar-te por filho, se quiseres, como fazem aqueles que já travaram muitas batalhas desde que se adoptaram e deixaram adoptar...

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