domingo, 20 de novembro de 2016

'Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo'


Se o meu mundo se resumisse a outro, se o meu mundo fosses tu a minha linguagem limitar-se-ia a ti.


Nota: ler Wittgenstein, ver Godard e deixar-me de ideias românticas.





terça-feira, 8 de novembro de 2016

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'Como pode um homem falhar tão horrivelmente como eu?'
 Johann Georg Elser

No dia 8 de Novembro de 1939, uma bomba explodiu em Munique pelas 21h20, exactamente como Elser tinha planeado mas, Hitler havia saído da sala treze minutos antes.
A neblina impediu Hitler de regressar a Berlim de avião como previsto, teve que apanhar o comboio.
Morreram 8 pessoas, 63 ficaram feridas

Estava para ver uma comédia mas, a realidade está tão boa


A web summit, arrancou com falhas de internet e com cerca de 3000 participantes à porta porque 'chegaram tarde'. Ou seja, jovens bem relacionados com famílias maioritariamente abastadas pelo que nada temem, que vendem as suas ideias como interessantes e revolucionárias recebendo por isso milhares, até mesmo milhões de euros de financiamento proveniente maioritariamente de governos e fundações que tendo determinado que tinham que entregar x ou y para investigação vão passando cheques às ideias que lhes chegam sem garantia de retorno e na melhor das hipóteses vêem ao fim de 2 ou 3 anos ser-lhes apresentado um protótipo que os chineses já produzem antes mesmo de o darem como findo...esses! Pagaram até 5000 euros para participar de um evento de 'tendências' da internet onde a internet não funciona, que não tem lugar para todos e ainda os acusa de se terem 'atrasado'.

Sim! É verdade. Existem algumas empresas designadas como Startups que tiveram sucesso, produziram de facto e facturaram para além de investimento captado a fundo perdido. Mas, a mim não convencem. Para mim as Startups estão para o tecido empresarial como os Jovens Agricultores estão para os produtores agrícolas ou os Jotinhas para a militância politica...nunca mais são adultos!

Entretanto no maravilhoso mundo da Tugolândia António Costa foi acender o Galo da Joana Vasconcelos mas o comando não tinha pilhas. 
Sim, mais uma vez a senhora apropriando-se de um ícone da cultura popular, engordou a carteira aproveitando a exclusividade que goza junto do regime e trocando criatividade por dimensão.
Lembrei-me, a propósito, da artista Júlia Côta, autodidacta, representante viva de um clã de Côtos que viveu sempre entre o barro  moldando-o com as formas que lhe ditava o coração, muito simpática e sempre pronta a dois dedos de conversa, mesmo que não lhe comprem as obras. Tenho-me cruzado com ela  em alguns certames de arte popular e não tenho duvida nenhuma de que a sua arte é mais autentica do que a da Joana, apesar de concordar que isso da arte é muito subjectivo.