sábado, 24 de junho de 2017

F e i t i ç o s



Ararur - Trevas coração



"Fui cordilheira acima
cajado na mão.
A rasgar a neblina
ofertar fruta e pão.
À deusa mãe natureza,
reza, reza.

Fui de vela acesa.
Feitiços e um sermão.
Um pó misto de malvadeza.
Creia o diabo ou não.
Neste ritual pagão."


de Ângela Maria Santos




ps Gosto!


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Um drama, um horror


Acordei dentro de um caixão. O ar esgotou-se rapidamente.

Olhei o espelho e assustei-me. Não tinha reflexo.

Maria acordou com a sensação de que uma massa viscosa e fria a envolvia, percorrendo-a desde os pés, pressionando-a, sentia-se sufocar. Acendeu a luz, percebeu que a massa era real e aumentava a pressão, sufocou.


ps. pediram-me que escrevesse um história de terror em duas frases, tarefa para a qual a minha dramática falta de jeito é um horror, como se comprova.




terça-feira, 13 de junho de 2017

Pastorícia e outras coisas...


A Nova Iorque nunca senti sequer o cheiro, não me faz falta conhecê-la para perceber isto, aqui


ps. disponível para visitas guiadas.





 

sábado, 10 de junho de 2017

Procura-se cor


Se tivesse que atribuir uma cor à minha vida seria sépia. As estórias que conto para a colorir não chegam a ter H, são pouco mais do que momentos que não quebram o ciclo.
Sinto-me confortável em sépia, confesso, mas preciso de cor e de Hs.




quarta-feira, 7 de junho de 2017

Luzidio


Confesso, tenho o nariz luzidio. Mais do que luzidio tenho-o vermelho porque o sol não anda meigo. Não é porque seja tôla, a culpa é do sol.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Perdão, foi sem querer

Fui envolvida no movimento do 'Selinho para blogs em bom', do Caro Sr. Pipoco Mais Salgado, pela Dona Redonda.
Infelizmente quando me apercebi de que tinha sido integrada no grupo dos 'em bom' já tinham passado as 24 horas disponíveis para plantar o belo do selo no Quadro e salvar um par de pandas bebés.
Foi sem querer, estive ocupada. É sabido que prefiro os elefantes mas não quero mal aos pandas, coitadinhos.
Teria sido um gosto plantar aquele selinho de bordados elegantes no Quadro, principalmente agora que também ando numa de reviver os velhos tempos da blogosfera e lancei um giveaway muito fofinho que vos espera no post abaixo e até dispensa sorteios, aproveitem.




domingo, 4 de junho de 2017

Giveaway





Comprei, há dias, estes dois personagens por 1 euro, pensei que estava a fazer um ótimo negócio mas arrependi-me.
Comecei por imaginar que a distraída Lenita, depois de ter lido o 'Olhai os Lírios do Campo', tinha compreendido o apaixonado João com quem casara e vivera apaixonadamente até morrer, velha e feliz com a pele toda encarquilhadinha. Mas depois imaginei que não.
Imaginei que, se calhar, a Lenita era uma flausina apaixonada por outro qualquer e estava só a divertir-se com o pobre João. Ou, se calhar, o João era um Don Juan e dedicava o mesmo livro a todas.
Pior! Se calhar, o João era um mandrião que apesar de o ser conquistou a Lenita. Casaram, tiveram uma dúzia de filhos,  o João meteu-se no álcool, parou de trabalhar e limitava-se a romper  os fundilhos das calças pelas tascas enquanto a Lenita se matava a costurar para fora. O tempo e o álcool levaram o juízo do João que quando chegava a casa distribuía pancada pelos pequenos. Um drama familiar que só terminou quando a Lenita lhe despejou um frasco de estricnina na sopa. O livro veio parar-me às mãos porque a Lenita o vendeu para pagar ao advogado ou um dos doze filhos institucionalizados o tinha consigo quando foi vitima de roubo por parte dos rufias da casa abrigo que lhe espetaram uma naifa na barriga...

Enfim, estes dois estão a dar-me mais trabalho e preocupações do que supus. São vossos!
Levai-os e fazei bom proveito.








sábado, 3 de junho de 2017

Procura-se Cinderelo


Há dias, deixaram-me isto à porta.
Aposto que antes de ser o chinelo velho de alguém que calça para cima de 40 era um belo de um sapato em pele, castanho, daqueles que dá para usar sem meias e combinar com as leggings apertadinhas da namorada nas quais se fazem umas dobrinhas no fundo para mostrar o tornozelo peludo e dar a qualquer cavalheiro o aspeto moderno de quem vai regar a horta.
Ocorreu-me pegar no belo do chinelo e percorrer as portas do prédio à procura do Cinderelo que estaria, certamente, em casa, a sentir frio no pé mas já era tarde e estava cansada pelo que nem lhe toquei. No dia seguinte já tinha desaparecido.
Não sei se foi o Kiko, o gato do prédio, que se aproveitou do alheio desprovido de dono à vista ou se o dono voltou para o recolher, a verdade é que nunca mais o vi.
Não lhe toquei, naquela noite, mas fiquei curiosa acerca da identidade do Borralheiro.
Do Borralheiro e de saber onde foi o baile. Alguém se acusa?




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Let's Celebrate

Desconfio que a empresa para a qual trabalho está a exagerar naquela coisa de promover um ambiente de trabalho 'cool' já que pediu aos colaboradores que celebrem o dia da criança comportando-se como uma.
No entanto, como não quero ser a desmancha prazeres que fica de fora e já ando a pé desde as seis da manhã, estou tentada a colaborar.

Faço birra, peço à minha mãe que telefone a dizer que me dói a barriga e fico em casa.