terça-feira, 1 de agosto de 2017



Desfez-se em lágrimas e soluços. Desculpou-se.
- Eu sei que a menina não me conhece de lado nenhum mas a solidão é muito triste...
Eu sei!
-Ele faleceu-me há quatro meses e eu sinto-me muito só. - Parou para ganhar fôlego. Soluçou. Suspirou e quase sufocou naquele suspiro.- Dói-me muito, dói-me muito e eu ainda não lido bem com isso e quem paga é quem me aparece à frente, desculpe.- Fungou. Limpou as lágrimas ao lenço de pano do falecido e suspirou mais tranquila. - Desculpe!
Está desculpada!
- Sabe? Disse-lhe tantas vezes, 'ó homem tu nunca me faltes! Nem que seja para eu poder gritar contigo de vez em quando, nunca me faltes!' Mas a gente não manda. Ele foi embora, eu fiquei aqui sozinha e nem sequer tenho com quem gritar.


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