quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Não me sai da cabeça

Não tive tempo para apreciar o casario na travessia do Douro. Assim que o comboio partiu de Gaia, agarrei na mochila e coloquei-me de pé junto à porta. 
As viagens sucessivas e a coluna empenada ensinaram-me a arte de empacotar apenas o essencial numa mala pequena que transporto junto aos pés. Junto à porta estavam outros passageiros, tal como eu receavam perder a ligação para a terra, levávamos mais de vinte minutos de atraso.
Duvido sempre da eficácia das escadas rolantes em situações criticas com grandes aglomerados de gentes, mas eram as que estavam mais próximas estavam  logo ali à saída da carruagem vinte e dois segunda classe. Coloquei atabalhoadamente os pés na escada que desci a correr para subir mais adiante. Subi os degraus de acesso à linha número um, o aviso luminoso que indicava a partida do comboio para Penafiel já estava a piscar. 

Tinha isto nos rascunhos do blog, tem mais de dois meses. Acho que era a introdução para algo muito bonito que vos queria contar, algo de que já não me lembro.
Vou passar o dia (o de hoje e talvez os próximos) a pensar nisto assim que me lembrar do que era conto-vos. Fica prometido!




4 comentários:

  1. Viajar de bagagem leve pode ser pesado... Espero que a(s) tua(s) viagens não o sejam!

    Beijos, Tétisq :)

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    1. São corriqueiras, para o sítio do costume, daí a bagagem ser leve.

      Beijos, Maria!

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