O Festival da Canção RTP que tem por objetivo eleger o representante Português no Festival Eurovisão tem-me proporcionando, salvo raríssimas exceções, momentos de grande vergonha alheia.
Os autores convidados pela produção ora nos apresentam músicas que não lhes desejaria para o lado b dos seus piores álbuns, ora convidam cantores que levam esta coisa moderna de parecer que não são cantores demasiado a sério e não consigo perceber metade da letra.
É impossível disfarçar uma má canção por melhor que seja o cantor, pelo menos para a maioria das pessoas, ainda estou para perceber como é que o júri da primeira semifinal do concurso de 2019 atribuiu a pontuação máxima a uma canção cujo autor bebeu demasiado do universo Disney para se inspirar, bebeu tanto que não parece original.
Quanto ao Conan Osíris, que faz música no computador, como agora é habitual, tem a vantagem de a fazer melhor do que a concorrência, é original e reconheço mérito no poema que é atual. Chega de falar das caravel…